OSLO – The stopover

We couldn’t leave the old continent without taking advantage of the perks of European low-cost travel. Well, to secure an affordable trip for the desired dates, we had two options with crazy layovers. We opted for an independent layover, spending a night in Oslo, which would give us more time for final preparations.

We left at dawn, heading to the cold city. A few hours of work from the airport. A 10-minute transfer to the hotel that costs more than the flight from London to Oslo.

After demagnetising two room cards and deactivating an elevator, nothing beats a hot shower and a comfortable bed to crash in.

THE BEST PART – THE BREAKFAST

Well-deserved rest, and in the morning, one of the best breakfasts of my life—but only 15 minutes to enjoy it. Unfair! Why was I so lazy to get up? Why didn’t anyone warn me that such a feast was waiting for me?

The truth is, I didn’t expect such a varied and delicious hotel breakfast. Perfectly cooked eggs in multiple styles, bread, croissants, cheeses and cold cuts, fruit, salmon, etc. I hate wasting anything and want to try almost everything.

But I couldn’t. If anyone stays at the SCANDIC OSLO AIRPORT and the chef is the same, please wake up early and enjoy what I couldn’t!

We left for the airport with time to spare, only to discover that the line for LA was huge and the check-in time was absurd.

THE COOL GROUP

Out of nowhere, a lady asked if I was part of the group. What group? The group of tired people waiting for a flight? The group of people who are exhausted, half-dizzy, and lost in time zones, mentally calculating everything that will be needed or possibly forgotten?

Turns out, the lady had only seen my protective jacket and thought I was part of the group she was looking for—a group of crazy adults on an organised Harley motorbike trip through California. I wasn’t even prepared for my own adventure yet, and I was already being identified as part of the community. Suddenly, I was surrounded by motorcycle fanatics, who out of nowhere started talking about engines, seats, and destinations with me just because I was wearing an Alpine jacket.

Another proof that appearances deceive, and there I was, immersed in an unlikely environment. Doubts began to arise. Was I in the right place? They talked about the good things and the difficulties—the challenge of hitchhiking, the hardness of the seat, the wind, the heat, etc. The more I listened, the more doubts crept in. A feeling of regret started to bubble up, even though I saw them all excited for their adventure. I felt out of place, like the odd one out. Since I was the oddball, I became the court jester, someone to chat with to pass the time and distract from the long wait.

Until a kind soul realised that at this pace, we’d all miss the flight, and they decided to open more check-in counters and speed up the process, creating special lanes so we could rush to catch the plane, which was almost leaving empty. Yes, this happened in organised Europe, in a punctual and efficient Nordic country.

The rush was such that, of course, I ended up losing something. The thing I always lose, but this time I lost both: my gloves! Brand new, with tags, with a guarantee, with protection. The most expensive gloves I’ve ever had, and I never even got to use them.

CELEBRITY MIRAGE

Before boarding, a figure caught my attention because of how different he looked. A tall guy with style passed by like a celebrity, and for a moment, he seemed like Harry Styles. If he had taken off his sunglasses, maybe I could have confirmed I was wrong, but everything about him looked like Harry. But I’m terrible at recognising celebrities. After failing to recognise Mr. Rowan Atkinson, the eternal Mr. Bean, I no longer trust my facial recognition instincts.

And obviously, Harry Styles wouldn’t be there travelling on a 12-hour low-cost flight from Oslo to LA. Maybe it was his double.

THE BENEFIT OF BEING ON A BUDGET

Anyway, I was lucky not to have paid extra for front-row seats, which were full, and ended up in the less populated back section, where there were six seats for two people. In other words, a long chaise for each of us—a kind of executive experience for the poor.

I believe the gods were signalling that I needed to rest well for the adventure I was about to embark on. A luxury breakfast, unexpected comfort on the flight… sooner or later, I’ll have to pay for this.

Thanks, Norse, for the trip! I didn’t know about you, but you’ll now be a go-to on my trusted list.

Uma viagem para recusar

Não podíamos deixar o velho continente sem aproveitar as regalias das viagens low-cost europeias. Pois bem, para conseguir uma viagem acessível, para as datas pretendidas tínhamos duas opções com escalas loucas. Optamos por uma escala independente, passando uma noite em Oslo, o que nos daria mais tempo para a organização final.

Partimos de madrugada rumo à cidade fria. Umas horas a trabalhar desde o aeroporto e um transfer de 10 minutos para o hotel que custou mais do que a viagem Londres-Oslo.

Depois de ter desmagnetizado dois cartões de entrada e desactivar um elevador, nada como um banho quente e uma cama confortável para cair.

O PEQUENO ALMOÇO DOS DEUSES

Descanso merecido e pela manhã um dos melhores pequenos almoços da vida mas apenas 15 minutos para o desfrutar. Injusto! Porquê tanta preguiça ao levantar? Porquê não me avisaram que estava à minha espera um manjar daqueles?

A verdade é que não esperava um pequeno almoço de hotel tão variado e saboroso. Ovos perfeitamente cozinhados em múltiplas versões, pão, croissants, queijos e enchidos, fruta, salmão, etc. Não gosto de desperdiçar nada e quis provar quase tudo. Mas não deu. Se alguém se hospedar no SCANDIC OSLO AIRPORT e o chefe for o mesmo por favor acorde cedo e aproveite o que eu não consegui!

O GRUPO COOL

Saímos para o aeroporto com tempo até descobrirmos que a fila para LA era imensa e o tempo de check-in era absurdo. Do nada uma senhora pergunta se faço parte do grupo. Que grupo? Dos que esperam cansados para apanhar um voo? Dos que estão cansados, meios tontos e perdidos nos fuso horários a fazer cálculos mentais de tudo o que será necessário ou dos possíveis esquecimentos?

Afinal a senhora só tinha visto o meu casaco de proteção e pensava que era parte do grupo que ela procurava. Um grupo de adultos loucos com viagem organizada de motas Harley pela Califórnia. Ainda não estava preparada para a minha aventura e ja me identificavam como parte da comunidade. De repente estava rodeada de fanáticos de duas rodas que do nada falavam de motores, assentos e destinos comigo só porque vestia uma casaco da Alpine.

Mais uma prova de que as aparências iludem e lá estava eu metida num ambiente improvável. Começavam as duvidas. Estaria eu no local certo? Falavam das coisas boas e nas dificuldades. No difícil que seria ir de boleia. Da dureza do assento, do vento, calor etc. Quanto mais os ouvia mais duvidas surgiam. Começava a subir um sentimento de arrependimento apesar de os ver ali todos animados para a aventura deles. Sentia-me estranha ali. A peça errada. Como era a estranha de serviço virei o bobo da corte com quem se conversava para passar o tempo e distrair da espera longa.

Até que alguma alma iluminada se apercebeu que por quele andar todos perderíamos o voo e decidiu abrir mais balcões de atendimento e acelerar o processo, abrindo alas especiais de passagem para que corrêssemos a apanhar o avião que quase saia vazio. Sim isto na Europa organizada, num país nórdico pontual e eficiente.

A correria foi tanta que obviamente acabaria por perder algo. Aquilo que perco sempre mas que desta vez perdi o par completo. As luvas! Novas, com etiqueta, com garantia, com proteção. As luvas mais caras que tive e que nunca cheguei a usar.

A ALUCINAÇÃO

Antes mesmo de entrar uma figura me chamou à atenção pela diferença. Um moço alto com estilo passava como vedeta e por instantes me parecia o Harrys style. Se tirasse os óculos de sol talvez pudesse comprovar que estava errada mas toda a sua figura se parecia com ele. Mas eu sou horrível com o reconhecimento de celebridades. Depois de não ter reconhecido o senhor Rowan Atkinson, eterno Ms Bean não confio nos meus instintos de reconhecimento facial.

E obviamente o Harry Styles não iria estar ali a viajar numa companhia low-cost de 12 horas de Oslo para LA. Talvez seria o seu duplo.

Enfim, finalmente a sorte de não ter pago extra por bancos da frente que estavam lotados e ter ficado na parte traseira menos populada onde sobravam 6 lugares para duas pessoas. Ou seja uma long-chaise para cada um, uma espécie de experiencia executiva dos pobres.

Acredito que os deuses estavam a avisar que precisava de descansar bem para a aventura que me estava a candidatar. Um pequeno almoço de luxo, inesperada comodidade no voo… mais cedo ou mais tarde se pagará.

Obrigada Norse pela viagem! Não conhecia mas será agora uma referência na minha lista de confiança.